Jean Paul Deux

“Tudo já foi escrito!”
parte 1
na minha objetividade ou por que o blog estava parado.

“já sei, vou colocar essa frase daquele livro e daí… bom eu podia desenvolver de modo a… o que importa é começar a faze, aí depois é só ir escrevendo que o texto vai saindo e depois minhas ideias vão sendo acrescentadas, aos poucos. não é prolixidade. lembrei de um: Hubris, não lembro se tem acento, quero escrever em grego mas não me digno a abrir as configurações do teclado. mas o que importa é o significado. que eu na verdade nem sei muito bem, mas se parece com orgulho. e essa vírgula me incomodando aí atrás? PROLIXIDADE, era assim que eu disfarçava a minha inabilidade em escrever “ah cara, parece que você tem que ser prolixo pra poderem gostar dos seus textos”. os pontos saltitando no texto sem encontrar lugar, as vírgulas duvidosas, acentos voando pra lá e pra cá, sumindo e reaparecendo. tudo isso em um texto desconexo que escrevo como desculpas a mim mesmo pela falta de ação e preparatório para as próximas (e nunca existentes) tentativas de abortos literários. o pior é no final, quando o texto que era para ser prolixo e volumoso se mostrar, para mim, como uma pequena nota de rodapé de um atestado de incompetência. e para os outros, se é que algum dia irão existir, apenas ladainha.

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